Meus mortos,meus espíritos,
minhas sombras espelhadas,
trincadas de velas sombrias,
rondam
o meu presente,
que não é meu passado,

e nunca vão pisar na choupana de meu futuro.

 

Ah! Dá medo aos mais passivos.

 

Meus mortos rodopiam, sem alento,
na parte mais escura da vida.

 

Mas estão todos quase vivos!


São ingratos e falam
pra  gente sentada
no auditório dos ninguéns.

 

Rodam por nós como assombrações
aos vivos!


E nos assusta
com prementes maldades
apreendidas com outros homens!

 

Arreda deles! 
Eles morreram
mas não sabem disso! 

 

(Poesia dedicada à Ticiana )

José Kappel
Enviado por José Kappel em 12/12/2022
Reeditado em 14/12/2022
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