Estradas

A vida que era vivida

Em doce compasso de valsa

Tornou-se sobrevivência

E nesta estranha demência

Ninguém contempla a viagem

Tampouco olha as estrelas.

Desatinada carreira

No rumo da sepultura.

Sobre o rastro do andante

Tornaram perto o distante

Num negro manto de morte.

Sobre a mãe terra sufocada

Nenhuma flor desabrocha.

Antes do fim da estrada

A vida chega ao final.

E antes que o sangue seque

Antes que a lágrima evapore

Tudo se torna esquecido.

Como se valesse a pena

Morrer sem ter vivido.

Acioly Netto - www.guiadiscover.com

Acioly Netto
Enviado por Acioly Netto em 30/08/2020
Reeditado em 30/08/2020
Código do texto: T7050270
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