CAIXA DE GUERRA

 

Ela, a ser tão, toda,

Naquele olhar,

Correu-me nervuras,

Urgenciou-me, esse

Perdido às palavras

De cair à folha, e

Perder-me, mais e mais.

Pos-me a voar, e

Ao nada, e do nada,

Este saber-se só,

Mergulhou, veias,

Rumou artérias e

Ao quente quente

Do sem sem, movido

A não ditos,

Correu, sangues e

Sangues, os de

Querê-la, sabê-la

Em mim, em mim,

E, ao sem achá-la

Jogo-me nesse agora

Da escrita, sinto-o

Pós, pós a execução…

Foi um seu olhar, que

Restou-me, ultimou-me

Palavras, epitafio-as…

Pensando-as poema,

Ao então do peito,

Caixa, de guerra,

 

Escrevo, ainda

Bate, bate…

 

DA MONTANHA
Enviado por DA MONTANHA em 25/03/2025
Código do texto: T8293714
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