UNIVERSO INDIFERENTE

Andando por meu abismo existencial,

Perco-me em meus solitários labirintos.

Embriagado pelo amargo absinto,

Aventuro-me pelas saudades em meu relicário.

Corpo à deriva em estradas espirais,

Enganado por abstratas ilusões,

Resultado de mórbidas paixões

E vãs promessas de amores celestiais.

Refugiado em meu ser estou,

Tentando recolher o que sobrou,

Mesmo com o universo indiferente a mim.

No horizonte, vejo tristes versos a brotar

Que fazem meu ser lamentar

Pelas tortuosas estradas do meu fim.

Vicente Mércio
Enviado por Vicente Mércio em 23/03/2025
Código do texto: T8292383
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