Confusão no amar
Desde que te conheci, sinto uma dualidade:
A liberdade da vida e o acalento de um abraço,
O sorrir com os olhos e o sorrir da alma,
A solidão de estar sozinha e a solidão de estar acompanhada...
Sinto muito em te gostar—mas nunca ouvi isso de você.
Você falou das minhas qualidades, do que te fez me escolher,
Mas não havia sentimento ali.
Desculpe, estou sendo emocional...
Sinto sua falta—não da sua presença,
Mas do seu eu carinhoso e dedicado.
Já não sei sua prioridade.
Já não sei se sou uma delas.
Já não sei se ainda te gosto,
Mesmo sabendo que é só uma linha na minha história.
Essa é a solidão que eu esqueci?
A solidão de estar com alguém
Que nunca disse que gosta, que nunca disse que ama?
Desculpe. Soltei palavras para outros, nunca para você.
Não sei dizer, sem temer minha própria reação.
Não quero falar.
Não quero olhar para ti.
Uma confusão em amar.
Uma confusão no gostar.
Gostei de algo... que nem gosta de mim.