Eco da Solidão

A solidão é um rio sem margem,

Que corre silenciosa, sem direção,

No fundo, as águas guardam a imagem

De um rosto perdido, em busca de razão.

É um quarto vazio onde o eco chama,

Onde a alma se veste de sombra e espera,

E cada passo, que ao longe reclama,

Soa como uma nota que a noite enterra.

O tempo é um amigo que se afasta,

A cada segundo, mais distante se faz,

E o silêncio, como gelo, me abraça,

Enquanto o coração ainda busca paz.

Mas há beleza no vazio profundo,

Na quietude onde o ser se refaz,

Pois na solidão, que é o próprio mundo,

Descubro quem sou, sem pressa, sem paz.

E mesmo na dor de estar sozinho,

Há uma força que o peito acende,

Pois a solidão, com seu caminho,

Ensina a viver, e a se entender.

Gustavo Salesse
Enviado por Gustavo Salesse em 10/03/2025
Código do texto: T8281966
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