FRIO NA ALMA
O frio da noite
me tira a calma
como um açoite
fere-me a alma.
Solidão pungente
irremediável
procuro alento
acho o impalpável.
Meus travesseiros
são solidários
meus companheiros
meus relicários.
Neles me alojo.
Dão-me guarida
sonho acordada
assim levo a vida.