A vida e a solidão, minhas duas companhias

Às vezes parece que ninguém te entende

Deve ser porque ninguém te entende de fato

Parece louco, um absurdo abstrato

Mas só você sabe realmente o que sente

Você tá sozinho com a sua mente

E não importa quantos estejam a sua volta

Ou o quanto digam que se importam

O que importa é que

No fim do dia, essa dor só pertence a ti

Esse vazio sempre enche o saco

Eu quero sim partilhar, botar tudo pra fora

Mas é que palavras são simples, não bastam

Para contar toda a minha história

São poucos que ouvem minha alma que berra em silêncio profundo

Meu grito retrai em agonia

E a solidão aguarda quietinha um momento oportuno

Pra vim me fazer companhia

A vida

É uma criança que brinca, bagunça

E não carrega nenhuma culpa

E eu sou um joão bobo que ela tanto ama

Soca, chuta

Empurra e derruba