Meu caro
Noites mal dormidas vieram à tona,
Mente inquieta, por que não se toca?
Seguindo a multidão com medo da solidão,
Mas a mente não me deixa em solidão.
Pensamentos vêm e vão,
Inspirações acabam,
As minhas palavras desaparecem,
Mas consigo pensar,
Refletir e inventar.
Quando se sentir só, meu caro,
Olhe para dentro,
Dentro de si.
Por que me inspirar em algumas pessoas,
Se posso fazer eu mesma a minha fonte de ilusão?
De criação...
À noite e na madrugada, pensamentos são os mais racionais,
Porque o silêncio me traz paz.
Meu caro, você tentou me convencer de que eu estava errada,
Até poderia estar.
Porém, meu ego fala mais...
Não dependo dela,
Ou dele.
Dependo?
Só quero dormir e depois pensar...
Parada no tempo...
Descansando no alento...