Imensidão Triste da Vida

Tarde de verão.

Uma brisa leve entra

pela janela frontal

de meus esquecimentos.

Surge, então,

as palavras

as frases

conexos e nexos

e afins

e o canto retilíneo

que brota no verso;

reconexão

e exatidão de minha existência.

O sopro da vida, revivida, lúgubre

enaltecido pela loucura das palavras

retiradas de livros que construíram guerras

inimigos

flagelados da história.

O sereno alimento da alma

onde a poesia cravejada de luzes

consome o homem e o ser pacífico.

As estações passam

os dias passam

as folhas das copas das árvores oscilam

e o aroma do verde passa

pelas narinas pueris que aspiram

o vento agreste fulminante de uma paixão.

Aqui jaz o poeta

que teve medo e que morreu

e queria ser eterno

como o verão e a primavera

como o outono e o inverno

como o tempo

e a imensidão triste dessa vida.

Luciano Cordier Hirs
Enviado por Luciano Cordier Hirs em 15/02/2025
Reeditado em 15/02/2025
Código do texto: T8265348
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