À PORTA DO ASILO

À PORTA DO ASILO

Cuida da tua velhice!

Até os cabelos te abandonarão

Deixando o deserto da calvície.

Para festas não mais te chamarão

Para poucos terás alguma serventia

Tudo que agora fizeres, reclamarão.

Tua voz também te abandonará

Tua imagem será apagada num dia

Tua opinião não mais importará.

Serás um fardo que não caberá

Na bagagem, na casa de ninguém

Por que ninguém te acomodará

Velho fedido, rabugento!

Só serve para dar trabalho!

É o que ouvirás por um tempo

Dirão: visitarei semana que vem!

A espera ansiosa te matará

Nem de avião, carro ou de trem

Ninguém virá só para te ver

Exceto no solene funeral

Quando todos chorarão por você.

Poeta matemático
Enviado por Poeta matemático em 03/02/2025
Código do texto: T8256607
Classificação de conteúdo: seguro