AUSPÍCIOS DOS ANJOS

Que tanto querer o que se vê?

Nesta loucura de te merecer.

Uma vez mais, eu busco você,

Mas nem de perto tenho,

O teu essencial para continuar a viver.

Cadências entoam em mim,

Quando não consigo elucidar,

Aquele seu jeito raiz,

De quem, porventura, deseja ser.

E o silêncio das flores,

Mostram-me as perfumarias,

Que sinto por verbos e amores,

Dos auspícios dos anjos.

E quais são elas, de fato?

Os intempéries dos quais surgem,

Ou simplesmente um destino que consome,

Todas as vezes em que o torpor,

Faz-me lacrimejar diante de seu rosto,

A qual imagino estar no meu tempo,

E que providencialmente se remete.

Então, tenho no que se refere,

Ao interior que a casa possui,

Cuja lacunas me entorpecem,

Quando bebo do vazio,

A qual deixaste aqui!

Eis o fenômeno sísmico,

Carregando tudo que existe, e,

Naquele intenso desengano,

É a ti que anseio poder descobrir,

Ainda em circunstâncias tão pequenas.

12/07/2022 (POEMA n.2.907 e número 52 de 2022).

Ricardo Oliveira (Poeta e Escritor)
Enviado por Ricardo Oliveira (Poeta e Escritor) em 12/07/2022
Código do texto: T7557955
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