DO MEU SILÊNCIO RESTA TÃO POUCO

Do meu silêncio resta tão pouco

Eu queria fazer e trazer-te uns poemas

Mas trago-te apenas

Apenas estas mãos vazias de quimeras

Não consigo ler, nem tão pouco escrever

Perdi as palavras, perdi o jeito de ler

Enquanto os meus olhos caminham

A minha alma dissolvia-se em lágrimas de sangue

Dentro do meu livro está a cinza das horas

Horas, horas cruas de palavras calmas

Firmes que caminham levemente

Palavras tão minhas com sentimentos

De alguém para ninguém

Tento escrever com insistência

Estas letras tingidas de amor

Apenas os meus gritos

Ecoam silenciosamente dentro mim

Oprimindo os meus sonhos

E as minhas pobres esperanças

Queria prender o tempo

Mas ele foge e esvanece-se!

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
Enviado por Isabel Morais Ribeiro Fonseca em 31/03/2021
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