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Elogio a feiura #3

"Não quero seduzir,
teu coração turista,
Não quero te vender,
O meu ponto de vista"

Com esse trecho em mãos,
Inicio meu poema,
Meu velho e cansado coração,
Pouco de menifesta, apenas bate.

No meio do meu peito, bem no meio,
Sinto um desconforto,
É comum, acima do estômago.
Foram boas conversas...

Eu fui privilegiado por um lado,
Sou uma boa companhia.
É...essa é minha sorte meu tormento.
Sempre uma boa cia.

Às vezes, como agora, deitado em minha cama...
Fico me perguntando por qual motivo insisto nisso...
Por qual motivo abro-me à expectativa.
Cada vez eu sinto menos.

Talvez, talvez mesmo, os feios devem se focar em trabalhar,
Estudar muito, fazer o melhor em suas carreiras,
Ser pragmático, abandonando essas ilusões romanticas, nada de sonhar...

É interessante, isso me inspira a escrever,
Não é por pena, mas por sentir esse rejeição.
Conviver com ela armargamente...
Enquanto isso, bebo em noites de boemia.


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"Até você, Carioca."
Escrever sobre isso talvez seja a única forma de poupar meus amigos de tudo isso. Ser gentil com eles e tudo ficar bem.

"Há um muro de concreto entre nossos lábios
Há um muro de Berlim dentro de mim
Tudo se divide todos se separam
A diferença é o que temos em comum..."

Só me resta escutar isso, fazer minha refeição para amanhã e hostentar meu sorriso amarelo.
Fiquem bem.
Roomer
Enviado por Roomer em 22/03/2021
Reeditado em 23/03/2021
Código do texto: T7213544
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Roomer
Colatina - Espírito Santo - Brasil
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Roomer