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Tempos Modernos
 
Estranhos tempos vivemos em nossos dias onde a cada segundo somos exigidos. Tempo em que o homem, o indivíduo do sexo masculino, se sente por vezes acuado. O homem antigo se foi e o homem novo ainda não surgiu efetivamente. Entretanto, burocraticamente ele continua a existir com toda a cobrança das suas tradicionais funções, aliás é classificado por níveis de funcionalidade. Saudades dos tempos antigos? Não, desconfiança do tempo futuro? Preocupação inútil? O tempo é tão escasso, que refletir parece um crime, mas ainda que seja, a expectativa parece ser de um 'super-homem', um ideal inexistente, um ser cheio de vulnerabilidades, que sobrevive do mito da sua auto-suficiência.

O Super Homem
 
O contexto social, a expectativa a se cumprir, o papel masculino.
Protótipo com os acessórios da virilidade,
um objeto e suas características.
Além da humanidade, extra homem ,
super homem, hiper homem, mega bobo.
Pungente guerreiro espartano,
miliciana individualidade, servil obediência.
Cavaleiro medieval em sua armadura dourada,
ágil ginete e seu corcel branco.
O combatente cheio de despojado heroísmo,
príncipe encantado no seu belo cavalo.
Muralha de pedra, poderoso escudo de ferro,
no peito batendo um frágil coração de carne.
Olhos de águia, o olhar do imenso predador felino,
os aguçados olhos do caçador;
Mas também olhos que ganham doçura infantil, ar de meninice,
no encontro com o afeto feminino.
O corpo forte, os músculos bem formados, a força e a destreza,
o desenho com linhas rudes,
Mas ali dentre habita um espirito e este sensibiliza as emoções,
lapida pensamentos.
Nem o cavalo indomável, nem um serviçal burro de carga,
antes de tudo um homem.
Nem a força infinita, nem a fraqueza total,
mas uma essência enérgica e competitiva.
Longe de serem todos iguais,
existem os de natureza de fogo, de água, de terra e de ar.
Mais decididos, mais emotivos, mais práticos ou mais sensíveis.
Todos homens.
Imponente castelo ou tosca fortaleza,
lá dentro podem guardem jardins ou pomares.
Sagrados conventos ou sisudos mosteiros,
podem guardar proteção e segurança.
Solo duro e por vezes árido,
podem trazem a oculta fertilidade dos veios subterrâneos.
Estúpidos nas suas cruéis e brutais batalhas,
sensatos na união que os leva a construir.
Violentos quando enceguecidos pelos instintos,
dóceis quando ganham a visão das virtudes.
Velhos guerreiros dia haverá que banalizaram os louros das glórias,
reconhecerão sua efemeridade.
Deverão ser pacíficos e não passivos,
terão aprendido serem sensíveis e não femininos.
Continuarão a ter a dignidade do carvalho
que tomba mesmo ante a tempestade de contrariedades,
Mas verão virtude e graça na palmeira
que curva-se para sobreviver as intempéries do mal tempo.
Equilibrarão inflexibilidade com flexibilidade,
substituirão a violência da punição por justiça educativa.
Serão alimentados por suas mulheres,
aprenderam com elas, ensinaram a elas.
Pois que homem e mulher, não é competição,
antes de tudo é complemento.
Feliz daqueles que trocam a árida exigência
pela compreensão e boa vontade.
Sabendo que parte da verdade de cada um reside no outro.
Sabendo que sozinhos são inférteis,
mas que juntos são princípio de criação.
Concluindo não existir super homem,
mas apenas a faceta humana masculina.
Que aprendam reconhecer as virtudes
e estas transformarão os pecados.
Gilberto Brandão Marcon
Enviado por Gilberto Brandão Marcon em 13/10/2019
Reeditado em 13/10/2019
Código do texto: T6768592
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Gilberto Brandão Marcon
São João da Boa Vista - São Paulo - Brasil, 56 anos
1194 textos (94129 leituras)
248 áudios (17242 audições)
8 e-livros (1692 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/19 15:59)
Gilberto Brandão Marcon

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