A saga do SER sozinho

Viver sozinho...

Há que se extinguir essa frase

posto que sozinho, a vida sequer existe

O sozinho preenche o seu redor de assíduo vazio

Então : "o viver " e "o sozinho' não se combinam ,não coexistem

O ser sozinho tão somente ocupa um espaço qualquer

Sendo um mero corpo acolhido no âmago do que se pressupõe mais soturno

Uma vez que a aurora da vida nunca o acolhe em sua s dimensões

(E sim o faz tolhido )

O ser sozinho, como digo

Ele ele não vive sozinho

ele está sozinho

Ele fica sozinho

Ele se enraíza (edifica) à plena solidão

Menos no verbo infinitivo "viver"

O ser sozinho é ponto fora dos desígnios do destino

Este no seu palco infindo não contempla o canto

Sua extensão revestida de copiosa vida ignora o canto

No canto o qual o ser sozinho claudica a cada alvorecer de um não -viver

pois mal sustenta o corpo vagante a esmo

Decerto um alicerce tênue para vencer o tempo presente

E quiçá sustentar a esperança num horizonte além...

O sozinho não sonha viver

porque o cativo canto lhe é insuperável

O ser sozinho descrê que possa esperar algo

E sem a tal esperança... o caminho do ser sozinho não cresce

(impetuosamente se subdimensiona) a cada hesitar

E assim, há de se fazer esquecido na ínfima redoma

Basta o o mais débil suspiro ...

E assim lhe seja o perfeito ensejo à desgraça

onde o canto se transforme em ruínas

cavando-se a condenação: o próprio fim

Alex Melloh
Enviado por Alex Melloh em 01/07/2017
Reeditado em 27/06/2022
Código do texto: T6042923
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