despedida
na primeira madrugada de abril
choveu
igual ao mês que
acabara de partir.
tive que sentir as
gotas de água
tocarem
minha pele.
uma obrigação,
de certa forma.
o céu já estava azulado,
e meus olhos se fecharam
ao que eu me sentia
relaxado.
já eram cinco da manhã.
os músculos de meu corpo
se exaltaram
com o silêncio.
carros, motos, a vida já voltava
a cem por cento
neste sábado.
e eu olhava as nuvens,
pensando nas gotas que
me banhavam.
pensando nas nuvens
que me ajudavam.
as palavras me escapam
em noites sensatas como
essa
e fico atordoado
procurando em todos os
lugares
uma vontade em
me retornar para aquilo que
julgo ter vindo a este mundo
para fazer.
não dá pra esconder a dor
por muito tempo,
e ela ainda se despede
feito um beija-flor
que me visita todos os dias
porque sabe que em
minhas flores
há um bebedouro
só pra ele.
o sol anda forte demais
para a lucidez.
na primeira madrugada de abril
choveu
igual ao mês que
acabara de partir.
tive que sentir as
gotas de água
tocarem
minha pele.
uma obrigação,
de certa forma.
o céu já estava azulado,
e meus olhos se fecharam
ao que eu me sentia
relaxado.
já eram cinco da manhã.
os músculos de meu corpo
se exaltaram
com o silêncio.
carros, motos, a vida já voltava
a cem por cento
neste sábado.
e eu olhava as nuvens,
pensando nas gotas que
me banhavam.
pensando nas nuvens
que me ajudavam.
as palavras me escapam
em noites sensatas como
essa
e fico atordoado
procurando em todos os
lugares
uma vontade em
me retornar para aquilo que
julgo ter vindo a este mundo
para fazer.
não dá pra esconder a dor
por muito tempo,
e ela ainda se despede
feito um beija-flor
que me visita todos os dias
porque sabe que em
minhas flores
há um bebedouro
só pra ele.
o sol anda forte demais
para a lucidez.