Brado mudo

Caminho esse vazio.

Brados não irrompem do silêncio...

A quem interessaria,

a dor que dilacera?

Sob as heras desse muro

prisioneira da censura

que impede a liberdade

mudo, o grito, que me oprime...

A ninguém mostro essa escara...

Sou leprosa, a dor me enlaça

mas disfarço ser feliz...

Com a bela interação do poeta Saji Pokeo, a quem deixo meus aplausos e agradecimentos

Brado mudo, quase nada,

Na dor escusa, inda febril,

Como noite escura, calada,

Num triste sonho, um ardil!

ANA MARIA GAZZANEO e SAJI POKEO
Enviado por ANA MARIA GAZZANEO em 19/05/2013
Reeditado em 20/05/2013
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