Facas no peito
Aumente o som das linhas
Dos finais e dos poemas
Destaque cada ilha
Desde as dores mais pequenas
Outra vez se jogue
Na tua solidão e desejo
Lentamente afogue
O presente gosto do beijo
O elo que era profundo
Se aprofunda em dor
Agora raso e sem mundo
Se seca por ser sem amor
Colecionar ilusões e perdas
Enquanto caminha sem direção
Se rabisca entre as veredas
Tinta, sangue e coração
A fuga mais sincera de si
No quarto escuro e distante
Perpétuo desejo do céu cair
A busca dolorosa e constante
Tão fracos os sinais de paz
Repete o sono ao relento
Conforta o que dói mais
E dorme com facas no peito