Facas no peito

Aumente o som das linhas

Dos finais e dos poemas

Destaque cada ilha

Desde as dores mais pequenas

Outra vez se jogue

Na tua solidão e desejo

Lentamente afogue

O presente gosto do beijo

O elo que era profundo

Se aprofunda em dor

Agora raso e sem mundo

Se seca por ser sem amor

Colecionar ilusões e perdas

Enquanto caminha sem direção

Se rabisca entre as veredas

Tinta, sangue e coração

A fuga mais sincera de si

No quarto escuro e distante

Perpétuo desejo do céu cair

A busca dolorosa e constante

Tão fracos os sinais de paz

Repete o sono ao relento

Conforta o que dói mais

E dorme com facas no peito

Denier
Enviado por Denier em 19/10/2012
Código do texto: T3940967
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