Ditado Confuso
Hoje ainda tento entender o que sou
Os meus gestos e solidão
Na tentativa de saber pra onde vou
Continuo caminhando na escuridão
Enquanto isso escuto o que me toca
O que faz a lágrima cair
Choro sem saber o meu foco
Sem luzes pra me fazerem dormir
Por mim, o que será que existe ?
Não por quanto tempo isso insiste
Essa coisa nao pode parar
Mais sempre que estou perto vejo o sinal fechar
As vezes me conheço em você
E parece tão irreal
As palavras que te vejo escrever
É o que torna tudo isso imortal
Isso tudo nem é passageiro
E passa tão rápido
Eu me pareço com um estrangeiro
As vezes não sei o que falo
Mais sei que falo a você
E sempre cabe a mim
Entendo por te ver entender
Os sinais que estão em você e aqui
Sei que os outros não podem discernir
Tamanho pudor e compaixão
Espero todo mundo dormir
Pra abrir de volta meu coração
As vezes está tão tarde em madrugada
Tento ouvir os passos na calçada
Sei que tu não vais chegar
A solução parece que não pode voltar
Estou tentando me entender
Assemelho tudo o que faço
Porém vivo o esquecer
Não reconheço mais os traços
O que será que eu tenho ?
E não tenho mais o que será
É bem tarde pra um sol pequeno
Pelo menos sei que a lua vai chegar
Me apego em coisas que parecem me livrar
De breves momentos relentos
Que ao máximo buscam me calar
Inibindo todo o mundo que tenho
Cai a noite junto com você
Isso me induz a acreditar
Que nasci mesmo pra sofrer
E que nada me pode curar
Seco meus olhos nos calos das mãos
No fundo o tudo não é nada
Ainda sei que meus dedos estão
Tremulos pelo frio das feridas marcadas
Deito outra noite num sono falso
Em olhares que nao se podem fechar
Continuo andando descalço
Pensando que um dia tudo isso pode acabar...