Outra vez... Solidão

Apagaram-se os sonhos.

Fugiram as lembranças.

As fantasias se desfizeram

Através do tempo imperdoável.

Cada palavra dita

Confundiram-se no ar.

Os casos de amor perderam-se

Sem alcançar a, tão desejada, plenitude.

A minha vida vai passando

Rápida e sem graça.

Para onde irei com ela?

Não sei.

E isso me desespera.

Outra vez a solidão

É lugar comum em minha vida.

Não se faz da vida, uma vida só.

Eu fiz.

E não me perdôo.

Ah, solidão não me tortures.

Não me faças, ainda, mais infeliz.

Só me resta o que eu não queria ser.

E penetras a cada momento dentro de mim.

Estou em conflito comigo mesmo.

Estás me envolvendo lentamente.

Mas eu sei que posso, ainda,

Viver um grande amor e sonhar.

Por Deus, afasta-te de mim!

Deixa-me viver a vida.

Não quero ficar mais só.

Deixa-me em paz, solidão!

Haroldo Franco
Enviado por Haroldo Franco em 09/06/2010
Código do texto: T2310545
Copyright © 2010. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.