Impossibilidades
Todos os caminhos levam a um só lugar: nas ruas solitárias, uma agonia feita de pedras, lanço lágrimas ao invés de beijos, aos anjos que caminham tristes sem suas asas e candelabros.
Todos os caminhos levam a um só lugar: ao destino dos pássaros, rasgando o infinito através das horas mudas no vento, o silêncio feito de luas e nada mais.
Todos os caminhos levam a um só lugar: rosas feridas, espinhos queimando na pele o desejo, cicatriz rubra das farsas e máscaras; vinho tinto bordando a leveza do ser.
No insustentável espírito de saudade anônima, meus versos me fazem companhia nas noites de lira que me tocam nuas na finitude do amor.