Impossibilidades

Todos os caminhos levam a um só lugar: nas ruas solitárias, uma agonia feita de pedras, lanço lágrimas ao invés de beijos, aos anjos que caminham tristes sem suas asas e candelabros.

Todos os caminhos levam a um só lugar: ao destino dos pássaros, rasgando o infinito através das horas mudas no vento, o silêncio feito de luas e nada mais.

Todos os caminhos levam a um só lugar: rosas feridas, espinhos queimando na pele o desejo, cicatriz rubra das farsas e máscaras; vinho tinto bordando a leveza do ser.

No insustentável espírito de saudade anônima, meus versos me fazem companhia nas noites de lira que me tocam nuas na finitude do amor.

Verônica Partinski
Enviado por Verônica Partinski em 03/11/2008
Reeditado em 03/11/2008
Código do texto: T1262788
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