DESASSOSSEGO

DESASSOSSEGO

O desassossego me invade

Não aquele de Pessoa

Mas o de gente que destoa

Cada vez mais na rua da cidade

Gente ou indigente

Só não vê quem mente

E cego passa sem olhar

Sem parar

Olvida aos ouvidos

O pedir sofrido

Nega o estender a mão

A alguém que também tem coração

Segue na calçada

Como se o que vê fosse nada

É preciso plantar a muda

Que cresça em solo árido qual arruda

E da planta mudança

Fazer crescer a semente da esperança

Para dias melhores

Deixando para trás os piores

E sejamos priores

De afastar de nossos derredores

Tantos desditosos

Sendo mais humanos bondosos

Arnaldo Ferreira
Enviado por Arnaldo Ferreira em 15/05/2022
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