População Solidão

A metrópole, que gira e segue,

Porém sem o dom da voz, sem som, inerte

Como um relógio, e seu TIC TAC mudo

Onde o nada, vale mais que o tudo.

O mundo tornou-se um eco digital

Uma tela, que cabe na palma da mão

Ganha valor o vazio, e superficial

Não faz mais sentido, sentir emoção.

Tornou-se fácil conversar

Porém, ainda mais difícil, se aproximar

A linguagem é paralitica e sem som

Apenas o teclado tem voz, e tom.

Sucumbindo a uma ansiedade crescente

Pois a vida se resume, num aplicativo

A geração que não aprecia mais o sol nascente

Não sabe qual propósito, de se estar vivo.

Ednaldo Rodrigues
Enviado por Ednaldo Rodrigues em 17/02/2020
Código do texto: T6868442
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2020. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.