OLHAR SEM JULGAR

Olhar sem julgar

Aquele toco, fosco, furado e apodrecido,

Ora foi arvore frondosa ,florida e frutífera.

Aquele irmão na calçada de braços estendidos,

Ora foi vida agraciada e beijada com ternura.

Aquele alimento embrulhado, rejeitado e jogado,

Ora foi grãos colhidos, empacotados e vendido.

Aquela fonte degradada, contaminada e poluída,

Ora foi mina cristalina que reproduzia vidas.

Aquele entulho demolido com ferragens retorcidas,

Ora foi ideia arquitetada, construída em múltiplas cores.

Aquele velho enfraquecido, trêmulo e sem visão,

Ora foi jovem vigoroso, decidido ,bajulado e amado.

Aquela união desfeita, rancorosa e indesejada,

Ora foi amor partilhado, assumido e juramentado.

Aquela consciência inutilizada, omissa e egocêntrica,

Nunca foi consciência, foi ignorância e desconhecimento.

Quando vemos algo, que contraria a nossa realidade,

Atentamos para o conhecimento da origem.

Para não julgarmos e condenar a história...

Edye.

Edye
Enviado por Edye em 30/12/2019
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