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Esse ano...

Não aplaquei a fúria causada por excesso,
Meus poemas não adoçaram um  coração;
E essa esperança  tão inquieta  não cesso,
Não encontro, ainda  que  tenha procurado,
O livrar das dores, e da ferida, cicatrização;
E  no  poema, bendito seja, o ser perdoado.

Se contorce a carne, a alma adoece triste,
Dias e noites, no  tempo veloz  que distrai;
Colorindo  sonhos pueris, e inocente anjo,
De asas brancas aos  impropérios resiste;
Insiste ficar ao lado, enquanto  a casa cai,
E em versos a "alegria" que tanto esbanjo...

Arranjos que não soam bem, infelizmente,
Esse coração compositor trazendo danos;
Que o tempo  sofre para  reparar, mágoas,
Ilusões e incertezas me olhando de frente;
Refazendo, mudando bons e velhos planos,
Transformando as poças d'água em lagoas...

Esse ano fui  a garota má querendo o bem,
Esse  ano, é certo... O Papai  Noel não vem;
Não tem neve, nem lareira, só a quarta-feira,
Mais um dia da semana; fim que se espera;
E ao Ano Novo  que chega, feliz  seja; agora,
E para sempre; o Menino Jesus não demora.
Meri Viero
Enviado por Meri Viero em 27/11/2019
Reeditado em 27/11/2019
Código do texto: T6805066
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre a autora
Meri Viero
Guarapuava - Paraná - Brasil, 49 anos
1525 textos (48191 leituras)
5 áudios (313 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 20/04/21 19:30)
Meri Viero