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Animal

Caeiro, se todo dia, alivia a vida?
Ontem dei-me parábolas,
Hoje, ósculo em maestria.
Para aliviar a vida, preciso de poesia?
Descobri dia desses outro modo,
Um animal nada frívolo, mas mórbido,
E no caminho que se seguiu,
Verteu em sangue o próprio trauma!
Carne, mais carne que poetas mortos,
Mas era vivo, maltratou-me a inteligência,
Rompeu-me das virtudes, nada calmas,
Fez-me carnal.
É da subjetividade que faço versos?
Não, os faço dos braços, cabeças e pernas,
Os faço do suor, os faço doutros versos,
Que falam ainda mais de braços, cabeças e pernas,
Da juventude, do enrosco vivo dos cardumes,
Falo de tornar-me animal.
Carolina Svinna
Enviado por Carolina Svinna em 01/07/2019
Código do texto: T6686204
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Carolina Svinna
Jandira - São Paulo - Brasil, 23 anos
20 textos (222 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/10/19 17:53)
Carolina Svinna