ECLIPSE

(Por Érica Cinara Santos)

E na noite da Terra fez-se a lua

Como o é desde os primórdios deste orbe

Cheia luz, linda, clara e nua

Cujo brilho traz emoção que d’alma transborde.

Há século, porém, não se vê como agora

Alinhada atrás de nós, como a esconder-se da luz inda mais imponente

Sangra em rubro tom, confunde olhos docemente

É atriz principal,... do palco-céu a Senhora

E assim por longos minutos fica

Na penumbra, à espreita, às escuras

Figura nuances de intermináveis conjecturas

A filosofarem sobre o que tal alinhamento significa

Creio, porém, no que dizem os “místicos”

Eis que falam sobre mudanças e limpezas astrais

Inda que não pareçam dizeres científicos

Trazem a sabedoria de tempos imemoriais.

Que tu sangres então, oh lua!

Que te escondas em sombra por um período inteiro!

Se depois de estampado todo o escuro de teu vermelho,

A clara, limpa e verdadeira luz novamente refletida flua!

OBS: Antecipando as emoções e a filosofia por detrás de tão esperado evento, o ímpar eclipse lunar desta noite.

Apreciem sem moderação!.... Especialmente o eclipse!...rsrs

Érica Cinara Santos
Enviado por Érica Cinara Santos em 27/07/2018
Reeditado em 08/03/2020
Código do texto: T6401937
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