ENGANO

ENGANO

Tarde demais!

Nada havia por detrás.

As lembranças apagadas,

O tempo tratou de traga-las.

Nem caminho, nem destino,

Apenas uma vida zerada.

Confesso, quis voltar,

Tarde demais!

Como dizer jamais se imagino?

Como dizer não mais a isto?

Por horas vencer é tão fácil,

Por outras é um grande estrago.

E todo este céu em mim,

Embora lutando com o vil.

Eu oro até sangrar,

Eu oro sem ter o domínio.

Que engano eu vivi!

Já disse: tarde demais!

Por detrás havia supressão,

Dentro um corrimento.

Esses extremos eu lamento.

Não há escolhas no que sou,

Mas um julgo no que faço!

Não é um engano,

Perdão, possivelmente eu.

Paulo Victor

Victor Cunha
Enviado por Victor Cunha em 14/05/2017
Código do texto: T5998802
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