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William Shakespeare poeta: Ser ou não ser, eis a questão! O menestrel William Shakespeare

"Ser ou Não Ser" Hamlet - William Shakespeare com o ator Kaique Cavalcante.
https://www.youtube.com/watch?v=t8mmGg2k9F8
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https://www.youtube.com/watch?v=yZEiHRi32Cg
4 de mar de 2013 - Vídeo enviado por Joabe Ferreira
"Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre. Em nosso espírito sofrer pedras e setas. Com que a ..

https://www.youtube.com/watch?v=yZEiHRi32Cg
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William Shakespeare

NOME ORIGINAL_Hamlet (Inglaterra)
EDIÇÃO NO BRASIL_ Peixoto Neto; 2004


DO QUE TRATA

O príncipe Hamlet encontra o fantasma do pai, que clama por vingança contra seu assassinato pelas mãos do próprio irmão, Cláudio, o novo ocupante do trono da Dinamarca e da cama da rainha Gertrude. O jovem príncipe mergulha em profunda melancolia e decide se passar por louco. Faz uma trupe de atores encenar a morte de seu pai diante de toda a corte para provar a culpa do rei. Hamlet assassina Polônio, conselheiro de Cláudio e pai da bela Ofélia, pensando ter matado o tio. Louca após a morte do pai e a rejeição de Hamlet, Ofélia se suicida. Laerte, irmão de Ofélia, desafia Hamlet para um duelo. Cláudio conspira com Laerte, envenenando a ponta de sua espada e também uma taça de vinho, procurando garantir o fim do sobrinho. Ao final desse trágico duelo, morrem Laerte, Hamlet, Cláudio e Gertrude. A peça termina com a invasão da Dinamarca pelo príncipe norueguês Fortinbrás.

QUEM ESCREVEU

William Shakespeare (1564-1616) é o maior escritor da língua inglesa de todos os tempos. Nasceu em Stratford-upon-Avon. Filho de um comerciante, estudou Latim e Literatura. Casou-se aos 18 anos com Anne Hathaway, 8 anos mais velha. Em 1591, mudou-se para Londres. Lá começou a escrever peças, tornou-se ator e fundou sua própria companhia de teatro, que fez grande sucesso.

POR QUE MUDOU A HUMANIDADE

No personagem mais famoso de Shakespeare, a reflexão se sobrepõe à ação e a paralisa, algo impensável na literatura até então. A peça começa com a descoberta do assassino e termina após a vingança de Hamlet. Shakespeare nos coloca diante das reflexões do herói. Assim Hamlet é considerado o drama da consciência. Vingar ou não o pai é o dilema do príncipe. Mas Shakespeare faz dele o dilema do homem e da cultura diante de um mundo em transição, transformado pelo Renascimento, pela descoberta da América, pelo heliocentrismo de Copérnico. A dualidade é uma das chaves para ler a peça, e está presente em toda sua construção: ação e palavra, pai e filho, a loucura simulada e a loucura verdadeira, o assassinato e sua encenação, a própria peça dentro da peça. É uma das obras mais analisadas e interpretadas de toda a história da literatura mundial.

 

Ato 3, cena 1
Elsinor, na sala do castelo
HAMLET – “Ser ou não ser, eis a questão.

Será mais nobre sofrer na alma

Pedradas e flechadas do destino feroz

Ou pegar em armas contra o mar de angústias

E, combatendo-o, dar-lhe fim?

Morrer; dormir;

Só isso. E com o sono – dizem – extinguir

Dores do coração e as mil mazelas naturais

A que a carne é sujeita; eis uma consumação

Ardentemente desejável. Morrer, dormir…

Dormir! Talvez sonhar. Aí está o obstáculo!

Os sonhos que hão de vir no sono da morte

Quando tivermos escapado ao tumulto vital

Nos obrigam a hesitar: e é essa reflexão

Que dá à desventura uma vida tão longa.

Pois quem suportaria o açoite

e os insultos do mundo,

A afronta do opressor, o desdém do orgulhoso,

As pontadas do amor humilhado,

as delongas da lei,

A prepotência do mando, e o achincalhe

Que o mérito paciente recebe dos inúteis,

Podendo, ele próprio, encontrar seu repouso

Com um simples punhal?

Quem agüentaria fardos,

Gemendo e suando numa vida servil,

Senão, porque o terror de alguma

coisa após a morte –

O país não descoberto, de cujos confins

Jamais voltou nenhum viajante

nos confunde a vontade,

Nos faz preferir e suportar males que já temos,

A fugirmos para outros que desconhecemos?

E assim a reflexão faz todos nós covardes.

E assim o matiz natural da decisão

Se transforma no doentio pálido do pensamento.

E empreitadas de vigor e coragem,

Refletidas demais, saem de seu caminho,

Perdem o nome de ação.”

(Tradução de Millôr Fernandes)

 http://super.abril.com.br/comportamento/hamlet/
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"será mais nobre
Em nosso espírito sofrer pedras e setas... "

https://pensador.uol.com.br/frase/NTcxODg2/

"Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre
Em nosso espírito sofrer pedras e setas
Com que a Fortuna, enfurecida, nos alveja,
Ou insurgir-nos contra um mar de provações
E em luta pôr-lhes fim? Morrer.. dormir: não mais.
Dizer que rematamos com um sono a angústia
E as mil pelejas naturais-herança do homem:
Morrer para dormir... é uma consumação
Que bem merece e desejamos com fervor.
Dormir... Talvez sonhar: eis onde surge o obstáculo:
Pois quando livres do tumulto da existência,
No repouso da morte o sonho que tenhamos
Devem fazer-nos hesitar: eis a suspeita
Que impõe tão longa vida aos nossos infortúnios.
Quem sofreria os relhos e a irrisão do mundo,
O agravo do opressor, a afronta do orgulhoso,
Toda a lancinação do mal-prezado amor,
A insolência oficial, as dilações da lei,
Os doestos que dos nulos têm de suportar
O mérito paciente, quem o sofreria,
Quando alcançasse a mais perfeita quitação
Com a ponta de um punhal? Quem levaria fardos,
Gemendo e suando sob a vida fatigante,
Se o receio de alguma coisa após a morte,
–Essa região desconhecida cujas raias
Jamais viajante algum atravessou de volta –
Não nos pusesse a voar para outros, não sabidos?
O pensamento assim nos acovarda, e assim
É que se cobre a tez normal da decisão
Com o tom pálido e enfermo da melancolia;
E desde que nos prendam tais cogitações,
Empresas de alto escopo e que bem alto planam
Desviam-se de rumo e cessam até mesmo
De se chamar ação."
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vocabulário selecionado por J B PEREIRA:

for·tu·na (latim fortuna, -ae)
https://www.priberam.pt/dlpo/fortuna
substantivo feminino
1. Tendência para circunstâncias .majoritariamente positivas ou .majoritariamente negativas (ex.: boa fortuna, má fortuna). = SORTE
2. Tendência para acontecimentos positivos ou favoráveis. = DITA, FELICIDADE, SORTE, VENTURA
3. Combinação de circunstâncias ou de acontecimentos da vida que se acredita serem inevitáveis. = DESTINO, FADO, FATALIDADE, SORTE
4. Estado, condição.
5. Risco, perigo, incerteza.
6. Bens, riqueza, haveres.
7. Quantia avultada de dinheiro (ex.: o carro custou uma fortuna). ≠ INSIGNIFICÂNCIA

de fortuna
• Que é feito de forma improvisada ou precária, para uma necessidade ou substituir algo (ex.: leme de fortuna).
Palavras relacionadas: insolens fortuna, audentes fortuna juvat, fortuna favet fatuis, audaces fortuna juvat, par est fortuna laboris, fortuna magna magna domino est servitus, miserrima est fortuna, quae inimico caret.

"fortuna", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/fortuna [consultado em 30-04-2017].

"Quem sofreria os relhos e a irrisão do mundo," (Chicote de couro. /escárnio, ludíbrio, mofa, zombaria)
"O agravo do opressor, a afronta do orgulhoso,"

A insolência oficial, as dilações da lei, (Período de tempo, prazo, adiamento, demora. Tempo marcado pelos juízes, para o exercício dos atos judiciais.)

Significado de Insolência
https://www.dicio.com.br/insolencia/
Substantivo FemininoCaracterística de insolente, arrogante, atrevido, desaforado.Soberba; excesso de orgulho; arrogância excessiva.Descaso; em que há desprezo; que demonstra desdém.Comportamento ou dito da pessoa insolente: expressava-se com insolência.Inconveniência; modo de se comportar despropositado.Insólito; qualidade daquilo que raramente ocorre.Etimologia (origem da palavra insolência): do latim insolens.entis.
Sinônimos de Insolência: petulância, descaramento, insólito, desconsideração, descomedimento,descaso, incomum, soberba

"Toda a lancinação do mal-prezado amor," ([Figurado] Preocupar, atormentar, pungir, afligir.)

Significado de Doesto - Substantivo Masculino
Ação ou efeito de doestar (insultar); ação de acusar desonrosamente alguém; injúria ou insulto.
Etimologia (origem da palavra doesto): forma regressiva de doestar.

Sinônimos de Doesto: provocação, ofensa, invectiva, insulto, injúria, desfeita, abuso, vitupério, agravo, ataque, afronta, ultraje

Sinônimos de Tez -  cútis   epiderme   pele   tez   indumento   couro

cogitação - substantivo feminino
1. reflexão, meditação, consideração.
2. p .ext., processo de imaginar ações futuras, projetos; intenção, plano.

quitação - substantivo feminino
1. ato ou efeito de  quitar; quita, quitamento.
2. ato pelo qual o credor se declara satisfeito do seu direito, exonerando o devedor da obrigação.
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Explicação e comentários de Celso Panza. Parabéns: www.recantodasletras.com.br/cronicas/4453769
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     J B PEREIRA: A experiência intra-psíquica e a dor moral aflora na crise de Hamlet. Ser é a condição ontológica da vida; não ser é a contingência da qual somos originalmente visto por sermos entes criados por Deus, poderíamos ser ou não ser, existir ou não... A dimensão a essa questão tem um cunho personalíssimo quando Hamlet reflete sobre a possibilidade de praticar um crime. Ele está obcecado e confuso pelo desespero de se livrar da incerteza e do horror da traição a si mesmo ou a loucura contra o mundo ou o desejo de sumir ou suicidar-se... Quem sabe - o são juízo quem o perde pode ainda conseguir suportar a existência quando perde seu sentido, a tirania à sua porta, o mundo com suas injustiças e paradoxos, luxos e corrupção tamanha, a queixa e lamento da alma em vozes mil e ensaudecedoras, talvez a covardia de se posicionar do lado do bem, da justiça, do amor e do  perdão, e o desejo de punição se misturam ao medo do além e da morte eterna e sofrimentos que não conhecemos... preferimos ainda ficar aqui e sofrer e aquentar, padecer e ver se dar ainda para mais suportar mais um dia, que tédio e fastio, depende de quem na nossa pele esteja, quem olha de fora nada imagina o que a consciência lá dentro chora e padece seu peso e a aparência é mera hipocrisia necessária para sobreviver no mundo em que nascemos - um mundo de dementes como eu e você.  Queria o bem e não fiz... O mal dele padeço contumaz... "Em pecado, minha mãe me concebeu..." (salmo 50).
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O menestrel William Shakespeare
https://www.youtube.com/watch?v=ktr4W1EzBaM

J B PEREIRA: As frases acima completam a minha reflexão... o pensamento de Shakespeare não é nada otimista... Crítico e lancinante. Ele fala da maturidade de um adulto decepcionado com a vida... Desiludido, aberto ao ensinamento das crises da vida... A vida é estranhamente bela e desconfortavelmente interessante quando vista de diferente ângulos... Aprendemos a lidar conosco... com os outros... a ver o que muda e a não ser tão sério e duro consigo e com os outros... Somos o que escolhemos... O tempo é a construção do ser e do não ser... Toda verdade fica pela metade: não somos dono da verdade... não sabemos tudo... Não somos heróis, apenas viventes e aprendentes da vida... Aprendemos a sonhar e perder... construir e aceitar a queda... Amar é paradoxal... Amar é um jeito de cada um demonstrar o que é... dentro de seus limites... O mundo não para chorar com você quando sofre... Lança-se na vida quando precisa... Não espere que outros façam o que lhe compete a você... Tente a cada dia não desista... Pare quando precisar de descanso... as estrelas estão longe, mas são estrelas...
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ANTIGO TESTAMENTO - LIVROS SAPIENCIAIS – http://www.paulus.com.br/biblia-pastoral/_INDEX.HTM -

ECLESIASTES 3, 1-22
JUDAÍSMO: Saber discernir os momentos -
* 1 Debaixo do céu há momento para tudo, e tempo certo para cada coisa: 2 Tempo para nascer e tempo para morrer. Tempo para plantar e tempo para arrancar a planta. 3 Tempo para matar e tempo para curar. Tempo para destruir e tempo para construir. 4 Tempo para chorar e tempo para rir. Tempo para gemer e tempo para bailar. 5 Tempo para atirar pedras e tempo para recolher pedras. Tempo para abraçar e tempo para se separar. 6 Tempo para procurar e tempo para perder. Tempo para guardar e tempo para jogar fora. 7 Tempo para rasgar e tempo para costurar. Tempo para calar e tempo para falar. 8 Tempo para amar e   tempo para odiar. Tempo para a guerra e tempo para a paz.

Viver o momento presente -
9 Que proveito o trabalhador tira de sua fadiga? 10 Observei a tarefa que Deus entregou aos homens, para com ela se ocuparem: 11 tudo o que ele fez é apropriado para cada tempo. Também colocou o senso da eternidade no coração do homem, mas sem que o homem possa
compreender a obra que Deus realiza do começo até o fim. 12 Então compreendi que não existe para o homem nada melhor do que se alegrar e agir bem durante a vida. 13 E compreendi também que é
dom de Deus que o homem possa comer e beber, desfrutando do produto de todo o seu trabalho. 14 Compreendi que tudo o que Deus fez dura para sempre. A isso nada se pode acrescentar, e disso nada se pode tirar. Deus fez assim para ser temido. 15 O que existe, já havia existido; o que existirá, também já existiu. Deus busca aquilo que foge.
A realização em meio a incertezas -

* 16 Observei outra coisa debaixo do sol: Em lugar do direito, encontra-se a injustiça; e, em lugar do justo, encontra-se o injusto. 17 E concluí que o justo e o injusto estão debaixo do julgamento de Deus, porque existe um tempo para cada coisa e um julgamento para cada ação. 18 Quanto aos homens, penso assim: Deus os coloca à prova, para mostrar que eles, em si mesmos, são como animais. 19 De fato, o destino do homem e do animal são idênticos: do modo que morrem estes, morrem também aqueles. Uns e outros têm o mesmo sopro vital, sem que o homem tenha vantagem nenhuma sobre o animal, porque tudo é fugaz. 20 Uns e outros vão para o mesmo lugar: vêm do pó, e voltam para o pó. 21 Quem pode saber se o sopro vital do homem sobe para o alto, e o do animal desce para baixo da terra?   22 Percebo que não há nada melhor para o homem do que alegrar-se com suas obras, porque essa é a porção que lhe cabe. De fato, ninguém lhe fará ver o que acontecerá depois dele.


ISLAMISMO/ o profeta Muhammad: "A humanidade permanecerá de pé no Dia do Juízo até que seja perguntada sobre quatro coisas: sua vida e como a viveu; sua juventude e como a usou; seus bens e como os adquiriu e gerenciou; seu conhecimento e como o utilizou.
Existem dois dos favores de Deus que são esquecidos por muitas pessoas: saúde e tempo livre. O Islã nos ensina que o tempo passa muito rápido e não pode retornar nunca. É irrecuperável.  É a dádiva mais preciosa que a humanidade possui e pode ser tirada de nós a qualquer momento.  Deus é o Doador, mas também é o Limitador. Deus nos lembra de que a vida nesse mundo é temporária e não sabemos o momento designado de nossa morte.  Como crentes não devemos desperdiçar ou abusar do tempo, mas sim valorizá-lo como uma bênção de Deus.  Devemos compreender que desperdiçar um único momento é uma oportunidade perdida que nunca retornará.  Quando nosso tempo nesse mundo terminar não haverá volta e seremos responsabilizados por tudo que fizemos. O tempo é muito precioso!" https://www.islamreligion.com/pt/articles/4155/o-valor-do-tempo/


CRISTIANISMO "São Mateus 6,1.Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no céu. Nas vossas orações, não multipliqueis as palavras, como fazem os pagãos que julgam que serão ouvidos à força de palavras. 8.Não os imiteis, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes que vós lho peçais. 9.Eis como deveis rezar: PAI NOSSO, que estais no céu, (...)   e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
14.Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, vosso Pai celeste também vos perdoará. (...) Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões furtam e roubam. 20.Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não furtam nem roubam. 21.Porque onde está o teu tesouro, lá também está teu coração.    22.O olho é a luz do corpo. Se teu olho é são, todo o teu corpo será iluminado. 23.(...). Não podeis servir a Deus e à riqueza.
 25.Portanto, eis que vos digo: não vos preocupeis por vossa vida, pelo que comereis, nem por vosso corpo, pelo que vestireis.             A vida não é mais do que o alimento e o corpo não é mais que as vestes? 26.Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam, nem recolhem nos celeiros e vosso Pai celeste as alimenta. Não valeis vós muito mais que elas? 27.Qual de vós, por mais que se esforce, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida?
28.E por que vos inquietais com as vestes? Considerai como crescem os lírios do campo; não trabalham nem fiam.
29.Entretanto, eu vos digo que o próprio Salomão no auge de sua glória não se vestiu como um deles. 30.Se Deus veste assim a erva dos campos, que hoje cresce e amanhã será lançada ao fogo, quanto mais a vós, homens de pouca fé? 31.Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos?
32.São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso.
33.Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo.
34.Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado."

Bíblia Ave Maria - São Mateus 6 http://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/sao-mateus/6/  "“Deus ama quem segue o caminho da virtude.” São Padre Pio de Pietrelcina"

SÃO FRANCISCO - http://www.franciscanos.org.br/?page_id=3124 "Quase moribundo, compôs São Francisco o Cântico das criaturas. Queria ver o mundo inteiro num estado de louvor a Deus. No outono de 1225, enfraquecido pelos estigmas e enfermidades, ele se retirou para São Damião. Quase cego, sozinho numa cabana de palha, em estado febril e atormentado pelos ratos, deixou para a humanidade este canto de amor ao Pai de toda a criação. A penúltima estrofe exalta o perdão e a paz, composta em julho de 1226, em Assis. Os versos impediram a guerra. A última estrofe acolhe a morte, composta no começo de outubro de 1226. A oração do santo diante do crucifixo de São Damião e o Cântico do Sol são as únicas obras de São Francisco. O Cântico das Criaturas"
 
"Altíssimo, onipotente, bom Senhor,
Teus são o louvor, a glória, a honra
E toda a benção.
Só a ti, Altíssimo, são devidos;
E homem algum é digno
De te mencionar.
Louvado sejas, meu Senhor,
Com todas as tuas criaturas,
Especialmente o Senhor Irmão Sol,
Que clareia o dia
E com sua luz nos alumia.
E ele é belo e radiante
Com grande esplendor:
De ti, Altíssimo é a imagem.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pela irmã Lua e as Estrelas,
Que no céu formaste claras
E preciosas e belas.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Vento,
Pelo ar, ou nublado
Ou sereno, e todo o tempo
Pela qual às tuas criaturas dás sustento.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pela irmã Água,
Que é mui útil e humilde
E preciosa e casta.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Fogo
Pelo qual iluminas a noite
E ele é belo e jucundo
E vigoroso e forte.
Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a mãe Terra
Que nos sustenta e governa,
E produz frutos diversos
E coloridas flores e ervas.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelos que perdoam por teu amor,
E suportam enfermidades e tribulações.
Bem aventurados os que sustentam a paz,
Que por ti, Altíssimo, serão coroados.
Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a Morte corporal,
Da qual homem algum pode escapar.
Ai dos que morrerem em pecado mortal!
Felizes os que ela achar
Conformes á tua santíssima vontade,
Porque a morte segunda não lhes fará mal!
Louvai e bendizei a meu Senhor,
E dai-lhe graças,
E servi-o com grande humildade"
 _______________
Monte Castelo - Legião Urbana
 
"Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor eu nada seria

É só o amor! É só o amor
Que conhece o que é verdade
O amor é bom, não quer o mal
Não sente inveja ou se envaidece

O amor é o fogo que arde sem se ver
É ferida que dói e não se sente
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor eu nada seria

É um não querer mais que bem querer
É solitário andar por entre a gente
É um não contentar-se de contente
É cuidar que se ganha em se perder

É um estar-se preso por vontade
É servir a quem vence, o vencedor
É um ter com quem nos mata a lealdade
Tão contrário a si é o mesmo amor

Estou acordado e todos dormem
Todos dormem, todos dormem
Agora vejo em parte
Mas então veremos face a face

É só o amor! É só o amor
Que conhece o que é verdade

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor eu nada seria"
_______________________________

O que é que há, pois, num nome? Aquilo a que chamamos rosa, mesmo com outro nome, cheiraria igualmente bem.
Me surpreende pensar que, com uma história meio Romeu e Julieta a gente conseguiu e ainda consegue superar todas as dificuldades e desafios, porque o amor fala mais alto no fim das contas.
E Julieta disse a Romeu: De que vale um nome, se o que chamamos rosa, sob outra designação teria igual perfume?
Se amor é cego, nunca acerta o alvo.

Só ri de uma cicatriz quem nunca foi ferido.
A despedida é uma dor tão suave que te diria Boa Noite até o amanhecer...
Só os mendigos conseguem contar quanto dinheiro têm.
Fale,anjo,outra vez,pois você brilha
Na glória desta noite,sobre minha cabeça,
Como um celeste mensageiro alado
Sobre os olhos mortais que,deslumbrados,
Se voltam para o alto,para olhá-lo,
Quando ele chega,cavalgando nas nuvens,
E vaga sobre o seio desse espaço

Mas qual luz abre a sombra deste balcão? Eis o oriente é Julieta, e o sol! Oh, e a minha mulher e o meu amor!
A morte, que sugou-lhe o
mel dos lábios, Inda não
conquistou sua beleza.
Ri-se da Cicatriz quem nunca foi ferido... ( em Romeu e Julieta ) ___ todas estas frases que surgiram do Oceano-Luz -da-Alma vão fazendo um alfabeto que fixa a essência humana. Quem ama progredir à LUZ, ama também __ CONHECÊ-LAS...)
"Que doce som de prata faz a língua dos amantes à noite, tal qual musica langorosa que ouvido atendo escuta"
O amor procura o amor como o estudante que para a escola corre:num instante.Mas,ao se afastar dele,o amor parece que se transforma em colegial refece.
"O amor procura o amor assim como os meninos fogem dos livros escolares..." (Romeu e Julieta)

J B Pereira e http://super.abril.com.br/comportamento/hamlet/; https://pensador.uol.com.br/frase/NTcxODg2/; www.recantodasletras.com.br/cronicas/4453769
Enviado por J B Pereira em 30/04/2017
Reeditado em 03/05/2017
Código do texto: T5985276
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
J B Pereira
Piracicaba - São Paulo - Brasil
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35 e-livros (529 leituras)
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J B Pereira