PROBLEMÁTICA DO SER: LOUCO DEMASIADAMENTE LOUCO

O Mundo das Feras

Exige para que possamos nele viver

Loucura, muita loucura

Implica pathos

Cobra que sejamos patéticos

Mas a loucura a que me refiro

É a que nos leva acordar

A fim de viver mais um dia

Na porcaria do Mundo Ferino

Pobre destino

Fome

Miséria

Ódio

Rancor

Dor

E não é tudo que nele há

Doenças

Pestes

Guerras

E não é tudo que nele há

Incompreensão

Intolerância

Causadas por

Arrogância

E

Ignorância

E não é tudo que nele há

Mas é o suficiente para me fazer vomitar

Para me fazer rir do estrume

Que a raça humana é

Em quais situações essa ralé

Pode deixar de supor-se superior

E espalhar azedume

O ser humano aquele inseto

Oriundo de uma das piores seleções naturais

Continua a disseminar seus genes e costumes

Pela face infecta da Terra

Todos os dias um ser humano, um ser repugnante em si,

Nasce

Cresce

E algumas vezes, ou melhor, quase nunca

Chega a se desenvolver

E perde-se

Vivendo sem objetivos

Mentindo, corrompendo, humilhando as pessoas

Contaminando-as

Com um vírus imundo que as levam

A práticas de atos humanos

Demasiadamente humanos

Que parem logo de transmitir essa praga

Que parem de destruir, espalhar dor e sofrimento

Que parem de viver num eterno jogo

Sem razão e com lógica funesta

Na qual prepondera uma esquisita atitude mestra

Aquela que diz ser a normalidade o combustível da vida

Seria normalidade ou loucura?

Dam Santos
Enviado por Dam Santos em 03/08/2016
Código do texto: T5717611
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