NÃO, MIL VEZES NÃO...

Não me tratem pelo banal, amigos,

Nesse espetáculo de desimportâncias,

Sou humano para muito além disso.

Não quero relações assassinas,

Ostentações do apavorante,

Acomodados ante ao perverso.

Vamos à Consciência, ao Inconsciente?

Não virá um moralismo de fachada?

Um Eichamann apagando os Outros?

Nosso agir não é subjetividade alheia?

O “vazio de pensamento” é antirrelação,

Gesta ventríloquos infelizes, mas risonhos.

Não, não me desloquem para o ordinário,

Nisso, o próprio pensar saúda a ocasião,

E faz o mal ser uma empresa de gênios.