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Barro e metal

O tempo, as  palavras, moderou
Até as vírgulas, pontos, segurou
Reteve uns sonhos, os modelou
Escreveu a carta e depois selou

Ninguém leu; ninguém viu o frio
Que aqui, nessa  alma, adentrou
Um toque, um desalento, arrepio
Gelo, foi tudo  que, então, restou

Nas vírgulas de mais, o tempo...
É de menos; nas dores reais, sal
Escorre, face secada pelo vento
Poesia adornada; barro  e metal

No pensamento sem tempo, ora
Prece que o Criador  ouça; traga
No dobrar do joelho que implora
Que a vida siga, cumpra  a saga.
Meri Viero
Enviado por Meri Viero em 30/10/2018
Reeditado em 30/10/2018
Código do texto: T6489974
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Meri Viero
Guarapuava - Paraná - Brasil
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Meri Viero