Sem regras

Agradeço hoje particularmente

O mundo

Por fazer silêncio antes das três (madrugada)

Facilitando minha escrita

Em meio ao silêncio

Mergulho num devaneio sobre a vida

O barato da vida é viver

Sem regras. A criança ri do palhaço

Por ele não ter regras

Ja sou macaco velho no jogo

E percebo que viver a vida adulta

Sem regras é perigoso,

Mas seria muito mais fácil

Se todo mundo andasse pelado

E trepando por aí.

Me sinto como um Karl Marx degenerado

Mas seria louco

Todo mundo igual

Sem distinção de classe

E o conhecimento livre

Talvez assim, sem regras

Os adultos fossem pra sempre crianças

E as crianças seriam mais felizes

E a indústria farmacêutica

Nao teria criado a Aids

Pra vender remédios aos doentes

Com seus prazos de validade

Mas nunca a cura!

Essas horas eu estaria na praia

Chapado na beira do mar

Provavelmente não faria

Esta

Poesia.

Leandro C Sbrissia
Enviado por Leandro C Sbrissia em 21/09/2017
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