Diante do espelho
Vejo na imagem refletida
Fragmentos dos meus sonhos...
Minhas certezas...
Meus ideais...
Foram sucumbidos pela dor...
Pela sensação de derrota...
Pela vergonha... Pela humilhação...
Meus olhos traduzem...
Gritos presos na garganta,
Gemidos inaudíveis,
Sussurros abafados pelo tempo,
Minha mente já não mais acredita na razão,
Na justiça...
Perguntas, indagações não mais param de corroer minha cabeça, que, infelizmente respostas não possuem...
Sentimento de falta,
De perda,
De impotência tomam conta de meu ser...
Perguntas faço,
Mas respostas não obtenho,
A procura pela razão de tudo isso é contínua,
Sem, no entanto encontrar explicação convincente...
Clamo por justificativas plausíveis,
Mas apenas o silêncio,
A intolerância,
O descaso me responde...
Esta duvida me atormenta,
Arremessa-me para um mundo sem objetividade,
Inerte, insensível e intocável...
Esta amargura faz a vida perder o sentido...
A vida sem ser sentida... Não é vivida!