CARENTE

Desdobro as asas cansadas

de acordar novas auroras...

Voo mais esta manhã,

já sabendo dos seus nadas,

risos forjados, estradas,

que não sei onde vai dar...

Alento não vejo; em tudo,

sempre uma sombra malsã...

Um amargo entremeado,

no doce do inútil afã...

Sobreviver, coisa ousada,

ante a leveza do ser...

Não seja o meu parecer,

nada que macule o belo.

São rezas do meu libelo,

carente de uma magia,

que ilumine o meu castelo,

dê ilusões ao meu dia.

ANA MARIA GAZZANEO
Enviado por ANA MARIA GAZZANEO em 26/08/2013
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