ALGUNS VERSOS
Vai vem do olhar,
Da caneta entre os dedos,
Vai vem da mão,
Tensa, se movimenta,
Sobre o papel,
Vai vem do pensamento,
Sobre tantas esquinas,
Ondeadas de porquês,
Vai vem do desenredo,
Das nuvens soltas no céu,
Vai vem da cortina,
Ao sabor do vento,
Vai vem de alguns versos,
Transversos, controversos,
Inversos à lucidez,
À angústia de ser,
No vai vem da noite lenta,
Uma alma se sustenta,
Uma poesia tenta,
Se fazer.
- - - - - - - -
SONHOS QUE VOAM
Sopra o vento na cortina,
voam os sonhos da menina,
que inventa, que tenta entender,
o mistério que há na vida,
que sempre em sua corrida
passa por ela e não vê.
Parada, ali, na esquina,
não sabe o motivo, o por quê
do roda gira dos dias,
que se vão sem alegria,
deixando a alma a sofrer.
As nuvens voam no céu
como barcos de papel
procurando um cais seguro.
Assim, também, eu caminho,
quero rosas, não espinhos,
enfeitando o meu futuro.
(HLuna)
Vai vem do olhar,
Da caneta entre os dedos,
Vai vem da mão,
Tensa, se movimenta,
Sobre o papel,
Vai vem do pensamento,
Sobre tantas esquinas,
Ondeadas de porquês,
Vai vem do desenredo,
Das nuvens soltas no céu,
Vai vem da cortina,
Ao sabor do vento,
Vai vem de alguns versos,
Transversos, controversos,
Inversos à lucidez,
À angústia de ser,
No vai vem da noite lenta,
Uma alma se sustenta,
Uma poesia tenta,
Se fazer.
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SONHOS QUE VOAM
Sopra o vento na cortina,
voam os sonhos da menina,
que inventa, que tenta entender,
o mistério que há na vida,
que sempre em sua corrida
passa por ela e não vê.
Parada, ali, na esquina,
não sabe o motivo, o por quê
do roda gira dos dias,
que se vão sem alegria,
deixando a alma a sofrer.
As nuvens voam no céu
como barcos de papel
procurando um cais seguro.
Assim, também, eu caminho,
quero rosas, não espinhos,
enfeitando o meu futuro.
(HLuna)