ENTREGA

Entrego o meu corpo
à minha alma,
explícito como um porto
aberto aos navegantes...

Vário como um horto...
com todo um desejo bacante,
mas ávido de muita calma,
pra não me perder adiante...

Assim desfraldo minha bandeira
no auge do meu viver
pra não ficar de bobeira
pensando no que vai ser...

Vim, vi, vivi, venci,
mas não quero pensar
que me perdi,
a não me desencantar
para não me desavir...

Do futuro não tenho pressa,
do passado só promessas...
No presente, o passaporte,
seja para a vida contínua
ou à incontinência da morte.

Tento seguir
até onde me permita o corte...
Antonio Fernando Peltier
Enviado por Antonio Fernando Peltier em 30/12/2011
Reeditado em 30/12/2011
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