Crime na rua quatorze (parte I)

I

O observador

Nada como ter algo a não dizer.

Às vezes esta rua parece ser tão

Estática que nem parece ser a rua

Quatorze. Aquela que tanto nomeiam

Os meios de comunicação em massa.

A tarde apresenta um certo sincretimo

De cretinos que dizem sim às variadas

Ilusões das vitrines apáticas, mas

Também um silencio sepulcral das

Horas não preenchidas pela cultura pop

Neste momento muitas pessoas estão

Em movimento (NÃO SEI SE RETILINEO

UNIFORME OU NÃO) direcionando-se

A quaisquer lugares que forem os destinos.

Todos tentando apagar o tédio que tem

Representado a andança e o vazio que uma rua apática mostra.

As casas são e continuarão por muito tempo

As mesmas da semana passada, mas não há nada que

Uma visão diferente não modifique. A rua quatorze

Está em crise de depressão. E mormaço lhe acentua os traços.

Tudo se direciona à doença e estagnação

Tiago da Silva
Enviado por Tiago da Silva em 27/12/2008
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