"O GRITO DO MUNDO"

Rios de águas mortas

Detritos desaguam no mar

Árvores ardem a céu aberto

Futuro incerto

Peixes sufocados nas águas"morrem?"

Árvores indefesas ardem

Animais dilacerados na dor gemem

Lá do alto pássaros tremem

O grito do mundo

Ouvidos negam-se a ouvir

E quando a natureza não mais existir?

Será o mundo auto a se destruir?

Folhas e arvores em chama

Quanta falta o regato faz

Já não cortam as campinas

Como a anos atrás

O grito do mundo

A natureza sofre a destruição

Algoz desumanização

Chamas esparramam-se ao chão

Nascentes excluídas "poluídas"

E a natureza tão pouco pedia

A ela o amor que merecia

Sufocaram o que a natureza pertencia

Riquezas que viraram pó

Mal crescendo, fogo se alastrando

Nas chamas, a musica da desesperança

As árvores que aqui as havia

Por estes solos e o presente se perdia

Mas e o passado que existia

Por onde as árvores andariam

Gritavam ao mundo

Enquanto chamas as consumia

Pudesse a floresta em sentimento profundo

A seus algozes o que diria

O grito, e o mundo a nada entendeu

Imponente a crueldade do fogo se estendeu

A voz abafada da natureza emudeceu

Eminente é o fim e o mundo estremeceu

Enlouquecidos por ganância, e nada ouviria

Sem água a natureza agonizou

O ser humano por ignorância se notabilizou

Poeta do Nordeste
Enviado por Poeta do Nordeste em 25/08/2019
Reeditado em 25/08/2019
Código do texto: T6728766
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