A solitária...
 
Uma coruja rompe a noite alta.
Desce a Inútil vespa a penar;
Pobre alma - fria vocal exausta,
Do súbito negrume a tormentar.
 
Teu desprezível hábito gutural,
A garganta purpúrea, - teu delírio,
Nas plagas, ruminando o natural:
-Solitária oferta, de pétalas e lírio!
 
Mas ai, quanto corrói estes pequenos!
Quão a vós, o pranto lhes havia,
Que entre as seivas, os serenos
Escondem, alma torta que jazia!...
 
Pombal, 13 de julho de 2009.