A solitária...

 

Uma coruja rompe a noite alta.

Desce a Inútil vespa a penar;

Pobre alma - fria vocal exausta,

Do súbito negrume a tormentar.

 

Teu desprezível hábito gutural,

A garganta purpúrea, - teu delírio,

Nas plagas, ruminando o natural:

-Solitária oferta, de pétalas e lírio!

 

Mas ai, quanto corrói estes pequenos!

Quão a vós, o pranto lhes havia,

Que entre as seivas, os serenos

Escondem, alma torta que jazia!...

 

Pombal, 13 de julho de 2009.

 

Jairo Araújo Alves
Enviado por Jairo Araújo Alves em 03/09/2011
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