O Baile das Almas
no silêncio da noite
que se expande no frio
há sombras que dançam
como num desafio
aos sussurros das almas
que no etéreo se lançam
e se vão no vazio
e sem medo caminho
pelas trilhas da dor
e meu eco passado
já se torna clamor
estrelas observam
brilho pálido e distante
o pulso que pulsa
em ritmo constante
minha eternidade
na tumba profunda
se encontra a verdade
sem medo a abraço
e danço com ela
no baile sem máscaras
minha realidade
MARCANTE, Alexandre.
(O valor das coisas incognoscíveis).
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