Imortalidade

Na amnésia, calculo cerebral,

No cerne da demência humana.

Tredo pensamento diabólico,

Na réstia do coração desfigurado.

Leva o lamento em esquife soterrado

Lama em caos disfarçado

Monocromático espectro tombado.

Severina penumbra do fanal a proa,

Lança tua rede em construção,

Antes que os corvos as desvelem

A ânsia que tens na alma que dorme.

Segue na reprimida batalha,

Mas não soltes da haste.

Que em fúnebre Ceia celebra

os vãos pensamentos que te conduz.

Nunca viveras porque o quisera?

Em contínua justificativa caminhas,

Embolorado num enfadonho mal querer.

Ruínas da hipocrisia e ignorância,

Tomba o corpo à véspera.

Do que valeste tanger ilimitáveis horizontes?

Se aqui, somente aqui,

Teve a chance da imortalidade.

Paulo Sergio Barbosa
Enviado por Paulo Sergio Barbosa em 02/09/2019
Código do texto: T6735689
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