O que se saber do certo incerto...

Um dia saberia, mas no dia de saber, já não mais existia.

No dia em que saberia, não sabia que ali deixaria a vida, e com ela, tudo o que se sabia.

Mas antes de saber que saberia, era certo que já sabia, que em breve partiria.

E tendo este senso, de que de nem tudo daria tempo, nem mesmo de saber,

Aparentemente indiferente se fez.

E fazendo tudo ao seu alcance, relutou por um instante, o quanto importaria saber.

A quem mais interessaria, tudo o que até ali vivia, tudo o que se sabia e a quem tanto fazia…

Sem mais muita explicação, pois quanto mais a tinha, mais a faltava em questão, deixou tudo por fazer, tendo feito tudo o que fez.

Sabia que alguém saberia.

Não sabemos quando nem quem e nem em qual dia.

Só é certo que no incerto, a vida lhe fugiria e assim como tudo que nos é atraído também pode ser repelido.

Só o certo do incerto há de ficar.

A verdade pairando fragmentada por todo ar.

E a vida dos mortos vivos todos a inspirar e respirar…

Fragmentos do que fomos, do que já não poderemos ser e do que talvez sejamos, sendo parte de outro ser.

Pettine
Enviado por Pettine em 13/01/2019
Código do texto: T6549738
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