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Cassis

Foi como um som do Eric Benet,
Coisas profundas do Kemet…
E algumas outras vãs.
… Aroma de lima e flor,
Na língua o seco do merlot…
E o doce úmido das maçãs.

Aquela frondosa e crespa juba,
O olhar, a boca rubra…
Me davam um certo medo.
Tal sortilégio de um mago,
Ela fez o chocolate meio amargo…
Se derrete em seus dedos.

Ah! A tarde era gris,
Peles pretas tom cassis…
Carinhos pra lá de atrevidos.
Ali sobre o carpete,
Desci seu corpete: Me aperte!
Sussurrou ela em meu ouvido.

Boca, seio, pescoço, estômago,
Cintura, âmago…
Amiga, cheguei ao céu!
Agora não sei se cravo,
Ou se me inebrio nesse favo…
Nesse avo, encharcado de mel.
Átomo Pseudopoeta
Enviado por Átomo Pseudopoeta em 18/04/2020
Código do texto: T6920612
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Átomo Pseudopoeta
Nova Iguaçu - Rio de Janeiro - Brasil, 43 anos
503 textos (7711 leituras)
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Átomo Pseudopoeta