Coração Valente

Coração Valente

Hematófogos anjos negros

Que caídos a meia noite

Se alegram ao choro do açoite

Dilaceram sua carne em putrefação

Aplaudem as chamas da inquisição

Ao som de sinos que aterrorizam gerações

Na melodia entorpecente das aflições

Como já dizia o intelectual marquês

O quanto é podre esse sádico burguês

Escravos da própria dor

Enaltecem a tirania com valor

Na loucura de uma pílula

Resgatam sua descendência Calígula

Serpentes dotadas de persuasão

Selam com um beijo a traição

Segregações raciais

Corridas espaciais

Asfixiam cada dia inocentes mortais

Almas leiloadas a céu aberto

Em um imenso deserto

Nada se pode fazer

É falar e morrer

Corte minha língua então

Seu detestável porco pagão

Morrerei mas direi

Liberdade, não ao rei.

sarkiz
Enviado por sarkiz em 09/09/2013
Código do texto: T4474299
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