Sitiada

E a palavra maculou-se...

Embrenhou pelo sentido obscuro...

Achou muro em seu livre curso...

Venenos em seus dardos, cardos em seus campos...

Espelho maldito, recoberto, não deixo que mais reflitam...

Nem conflitem com o belo...

Deixo que o silêncio decante as suas águas...

Adoce seus amargos...

Talvez um dia... se milagre houver...

Pau-de-Moisés para façanha necessária...

Talvez, de novo, um novo cântico...

Por hora o manto

Gélido quebranto

Mudez em simples divagar...

ANA MARIA GAZZANEO
Enviado por ANA MARIA GAZZANEO em 08/10/2012
Código do texto: T3921814
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