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Moça-Dama

  Veio até mim uma moça de cabelo enrolado
  Com um olhar mirado
  E magra que força o olhar.

  Vinda contra o sol seu rosto enaltava
  Tamanha feiura era de se admirar
  Quanto mais se aproximava
  Mais me despia de olhar.

  Era eu o João Marmota
  Roupa de cota toda rasgada
  Vinda de além dos meus irmãos lá para trás de meu tataravô
  Ela por mais que desarrumada vinha atualizada
  De salto alto e de vestimenta inadequada.

  - O que há em mim que não para de me oiá? Perguntou-me ela com dentes a faltar
  - Em você a uma esplêndida singularidade, onde não se encontra a redores da cidade
  - Felizmente não caibo em teu caminhão, nem com carruceria haviria jeito de me aguentar
  - Que pena, nunca houve gente tão serena sobre os meus olhos a ressaltar.
  Aquela moça-dama jogou uns piolhos sobre meu rosto e dali foi-se regar os olhos de outros homens pelo quarteirão.
Elias Julio Irmão Das Almas
Enviado por Elias Julio Irmão Das Almas em 09/06/2019
Reeditado em 09/06/2019
Código do texto: T6668407
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Elias Julio Irmão Das Almas
Mariana - Minas Gerais - Brasil, 16 anos
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Elias Julio Irmão Das Almas