ORGANIZANO O CASÓRO DO CAIPIRINHA

ORGANIZANO O CASÓRO DO CAIPIRINHA

(Poeta Caipirinha)

As música já tão acertada, se acombinamo com a moçada

Pra modi se apresentá no casóro e a Ave Maria dos sertão

Vai sê o tema do festão

A curuja nun toca nada, mas de tanto observá, se aprendeu devagarinho cum as batuta comandá

Ela vai sê o masestro da orquestra dos passarinho, que formaro por lá

Nas precussão, os pica-pau e seus irmão, com as ajuda dos trinca-ferro, tico-tico e quero-quero.

Já tão tudo bem ensaiado e eles toca tudu cuns coração.

O coral já tudo ensaiano. Eles vem tudo em bando.

De frente os pintasilgu, os saí, os sanhaçu e os canarinho

Nos meio vão as maritaca, os piriquito, as rolinhas e os tiziu

Em riba os papagaio, as arara e os anu preto e branco

Pra cumpretá tem a turma que canta diferenti, aA familia do sabia ta todinha lá

O bem-te-vi não podia fartá e aí se ajuntaro todo o resto da passarada, que tamém se aprontificaro pra participá.

Tivemos uns pobrema pra se arresorvê: a cascavé queria seu chucalho tocá, o sapo achô que podia coachá, os grilo e as cigarra também queria cantá. Mais tudo nois consiguimo ajeitá.

Tive que expricá, que era tudo irmão e que tinham que se esquecê da cadeia alimentá.

Mais num sei no que vai dá

Os beija-flor vão se apresentá, dançando pra nois olhá. As borboleta pediro licença pra junto cum eles dançá.

O João-de-barro ficou com as incumbença de prepará os pauco pra orquestra tocá.

Mas ele num sabe se constrói o pauco ou toma conta da sua sinhá. Pois ô minina artêra, que num pode vê otro que logo se assanha.

Cumo o casório vai de sé de noite, os vaga-lume foro convocado pra modi ajudá a lua a iluminá o arraia

Os gavião e os carcará vão fazê as segurança do lugá. Os mergulhão vão ser os salva-vida, pra modi cuidar dos minino pequeno e os fogo-apagou vão ficá de olho nas queimada.

Mais os otro animá, ciumento que só, também quisero ajudá:

As vaca vai dá mais leite pra modi fazê quejo, doce e misturá nos bolo.

Os cavalo vão puxar a charrete pra modi trazê a Sinhá.

Os pavão dissero que tem umas pena sorta pra enfeitá a charrete

Os boi vão puxá os carro pra trazê os convidado das fazenda

Mais nem tudo aceitei. E muitas coisas se apreferi comprá na cidade e aí eu fiz a alegria dos porco, das galinha caipira, dos carnêro, dum boizinho, tenrrinho que tava esperano sê torrado nas brasa. Eles ficaro tudo feliz.

Bão! O que eu tinha que fazê já ta feito. Agora vamo esperá a Sinhá, que o resto e ela que se tem que arresorvê.

Ufa!

Inté