TÔ DOIDIA PUR UM AMÔ!
Naquela oiada ligêra de cabra macho raçudo,
Pedindo a eu um abraço, numa piscada safada,
Daquelas que quaje fala, meu coração se inquietô,
Quaje arriô a seus pé, resurtando uma paixão
Que me grudô a vancê.
Meu corpo se arrepiô e eu num pude nem drumi,
Pensano inté nos abraço, no gôsto do bêjo seu.
Virô só uma gimura, uma sôdade docê,
De caí intera in seus braço e mais seu fôgo acendê.
Antosse pulei a jinela pra vê se via vancê,
Falá dessa coisa doidia, que machuca e faz duê.
Quero bejá seu cangote, agarrá seu peito nu,
Cherá seu corpo cansado, suado de labutá.
Pra eu vai sê o prefume, que eu nunca pude comprá,
Pois o amô é de graça, mas difici de arranjá.
Dispois nóis junta os corpo, no meio do capinzá,
E de tanta emoção nóis nem vai pudê falá.
Vai sê tanto arôxo bão, tanto bêjo e tanto amassu,
Que nessa esfregação até a lua gaiata,
Que tá lá prá alumiá, vai de nóis dois invejá.
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Da iscritora, poeta e amiga du coração e das roça, Genaura Tormin
- Sinhá! o caipirinha aqui tá si agradeceno pelo carinho com nois.